Operação da Deat na rodoviária contra ‘cambistas’ de passagens de ônibus
A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) prendeu, na Rodoviária Novo Rio, cambistas que compravam passagens das empresas de ônibus que ligam o Rio à Região dos Lagos para vendê-las mais caras. Os bilhetes, que custam R$ 35, eram vendidos a R$ 60.
Cinco cambistas foram flagrados, presos e autuados por crime contra a economia popular. A polícia encontrou 103 passagens de diferentes empresas, R$ 993, celular e lista com pedidos de bilhetes. A operação foi conduzida pelo delegado Fernando Vila Pouca de Souza, titular da Deat, e chefiada pelo delegado Gilbert Stivanello, com participação de 10 agentes, que cercaram a rodoviária das 8h às 10h.
A operação foi determinada pelo delegado Fernando Vila Pouca de Souza, titular da Deat, e chefiada pelo delegado Gilbert Stivanello, que contou com a participação de dez policiais que cercaram a rodoviária das 8h às 10h e conseguiram localizar os cambistas e aprender as passagens. Segundo o policial, os acusados foram colocados em liberdade e serão julgados pelo Juizado Criminal, que deverá aplicar uma sentença leve, como prestar algum tipo de serviço à comunidade ou dar cesta básica.
Os acusados foram liberados e serão julgados pelo Juizado Criminal, que deverá aplicar sentença leve, como prestar serviços à comunidade ou distribuir cesta básica. Os envolvidos são Marcelo Ribeiro, 30 anos, que já havia sido preso pela Deat acusado do mesmo crime, Anderson Manoel da Silva, 32, Jorge da Silva Pires Carlos, 34, Carlos Alexandro Dias Campos, 35, e Claudio Oliveira da Silva, 33. O dinheiro em poder dos cambistas foi devolvido pela polícia, que apreendeu somente as passagens.
A denúncia sobre cambistas agindo na Rodoviária Novo Rio foi divulgada na edição de O DIA de sábado, que mostrou homens negociando passagens desde a manhã de sexta-feira. Bilhetes das viações 1001 e Macaense para todas as cidades da Região dos Lagos estavam esgotados. Ao sair dos guichês, clientes eram abordados pelos infratores que ofereciam as passagens pelo dobro. Muita gente pagou até R$ 60.
Para não serem descobertos, os criminosos levavam os interessados para longe. Após as denúncias, os policiais da Deat se espalharam pelas imediações da rodoviária para surpreendê-los. Eles foram seguidos até o local de negociação.
Com a chegada dos agentes policiais, um grande número de cambistas que estava nas proximidades desapareceu. Um sexto homem chegou a ser detido e disse que era camelô, o que a polícia comprovou. Durante a operação na Novo Rio, os agentes chegaram a assistir a gravações de câmeras do circuito interno de TV que mostravam cambistas agindo. Um dos mais atuantes era Jorge da Silva Pires Carlos, o “Seu Madruga”, muito conhecido dentro da rodoviária e que se passava por camelô.
Fonte: O Dia On Line - 13.02.10 às 15h31
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